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A última conquista do Vale dos Frades

Domingo, dia 22 de novembro, um dia típico de primavera: um calor de 40º graus. Na nossa mente apenas a meta de chegar ao cume. Aquele

Claudia Bessa

Claudia Bessa

que seria a nossa última conquista no Vale dos Frades. Para isso reunimos o velho Trio Trinâmico: Francesco Berardi, José Carlos Oliveira e eu. Sentimos a falta do amigo Carlos Vageler que adora essas aventuras.

A trilha atravessa o rio dos Frades e sobe por uma encosta até a crista. Basicamente se mantém sempre pela crista. A vegetação sofreu no passado uma série de alterações. Por isso, samambaias taperas são frequentes até o cume. A trilha é descoberta, desprovida de fontes de água, com belíssimas paisagens ao redor. Fica-se de frente à Caixa de Fósforos, emoldurada pelo maciço de pedra que compõe à estrutura dos Três Picos. Um tipo de árvore chama atenção no caminho: os galhos em forma de cipó formam um emaranhado espalhado por um imenso raio. Na parte final do cume, há presença de vegetação de campos de altitude.

Na medida em que avançávamos, nos perguntávamos qual seria o nome mais adequado. De repente, percebi que havia muitos números ‘9’ na montanha: Zé tinha acabado de aniversariar, 49 anos; Berardi com seus incríveis 69 anos e eu, que não tenho 39 anos, levava no corpo o peso de uma blusa dos 90 anos do CEB.

Como os mais chegados à minha pessoa sabem, sou avessa às festas. Mas não poderia deixar de prestar uma modesta homenagem ao Clube ao qual pertenço, procurando contribuir de alguma maneira à continuação da história desta pioneira agremiação. Batizamos o cume de “CEB 90”.

Claudia Bessa

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