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JOSÉ MARIA FAGUNDES DA CRUZ

Zé Maria

Além de ser mineiro e ter sempre gostado de mato, ele é montanhista e guia de escalada do CEB, mais por afeto aos amigos. “O que vale na escalada é a amizade; no final de semana, é meu prazer encontrar os amigos para uma escalada. Criamos um vínculo, cada um é responsável pelo outro”, afirma. Sobre o montanhismo diz que é um dos esportes mais democráticos, porque iguala as pessoas. “Na montanha, não importa as diferenças sociais, interagimos com todos da mesma forma”.

José Maria Fagundes, ou simplesmente Zé Maria, é um dos guias mais queridos e respeitados do CEB. Fala mansa, sorriso largo, conta que é guia de escalada e caminhada do clube desde 1992. Seus locais preferidos para escalar são a Floresta da Tijuca, Agulhinha da Gávea e Urca. “São áreas fáceis de chegar e de sair”. No Rio, a via mais difícil para escalar, segundo ele, é a Waldemar Guimarães, no Pão de Açúcar: “Os lances mais difíceis lá atingem o sétimo grau”, explica. Não alimenta o desejo de escalar montanhas fora do país, “porque prefiro o quintal da minha casa, terreno que conheço bem”. Ao Dedo de Deus já foi umas 60 vezes. Diz que é um escalador de fim de semana, que esta atividade é apenas um hobby e não está disposto a escalar onde não domina a área.

Entrou para o CEB em 1983, quando viu o endereço no Jornal do Brasil. Fez o curso de escalada em 1985. Nessa época, escalava de conga ou kichute, produzido no Brasil a partir da década de 1970 pela Alpargatas. Tempos duros nos anos 80. “Quando coloquei a bota de escalar, falei: “Agora não caio mais”. O que o faz mais feliz? “Estar com a mochila nas costas, voltar para casa com cheiro de mato e cansado”.

José Maria Fagundes é profissional autônomo.

Maio/2011

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