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MAURO LUCIO MACIEL

Mauro MacielAo completar 25 anos como sócio do CEB, dos quais 23 anos como guia, o engenheiro químico Mauro Maciel ainda não perdeu o gosto pelas caminhadas e escaladas apimentadas e desafiadoras. Os cumes podem ser os mesmos, mas as trilhas são sempre diferentes e com um toque especial desse guia que participou da primeira excursão do CEB ao Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil. Também pelo CEB, promoveu excursões ao Dedo de Deus, inclusive noturnas, e integrou um dos primeiros grupos a desbravarem a Serra Fina, no final dos anos 80 (“quando não havia trilha por lá”, lembra). Na década de 90 implantou o circuito dos cumes da Floresta da Tijuca feitos numa única jornada, além da travessia Petrópolis-Teresópolis via Cubaio/Castelitos e da alternativa dessa travessia via Pico da Glória, esta última realizada em conjunto com o guia Berardi, seu parceiro de inúmeras excursões e conquistas. Nesses muitos anos, quando estar na montanha significa ter um momento reconfortante, uma oportunidade de recarregar as “baterias”, de conhecer lugares diferentes, de fazer amigos e de manter a forma física, Mauro Maciel soma algumas proezas. A principal delas foi escalar, com dois amigos do CEB, o Pico do Itabira, no Espírito Santo, região onde nasceu e onde costumava fazer suas caminhadas enquanto adolescente. “Até hoje, poucos conseguiram escalar o Itabira, porque é difícil e extremamente desafiador. Imagine uma Agulha do Diabo multiplicada por várias dezenas no tamanho”, explica ele. Também subiu o Kilimanjaro e os Montes Quênia e Meru, na África; explorou vulcões no Equador; subiu os picos mais altos da Venezuela, além de realizar caminhadas na Patagônia, nas montanhas da Costa Rica e nos Andes peruanos. Como parte de um projeto em que conheceu cerca de 40 parques americanos (“que nos servem de exemplo”, afirma), ascendeu aos cumes do Monte Whitney, na Califórnia, e de diversos picos do oeste e meio-oeste dos EUA. Regularmente, visita a Chapada Diamantina, na Bahia, onde há sempre novas descobertas por fazer. Outras atividades de seu interesse são rafting, mergulho autônomo, off-road em 4×4 e a exploração de antigos caminhos coloniais e ferrovias desativadas. Seu desafio atual é completar os quase 900 quilômetros da travessia da cordilheira dos Pirineus, na França. Na primeira etapa (2010), fez 25 dias de caminhada dos 60 dias necessários para realizar a travessia integral desde o Atlântico até o Mediterrâneo. “Não tenho prazo para completar os Pirineus, é um projeto que está em curso”, diz Mauro, que integrou várias diretorias do CEB, foi diretor e instrutor de CBMs (Curso Básico de Montanhismo) e instrutor de cursos de guias do clube. Mauro é sócio do clube desde 1987 e tornou-se guia em 1989. Para ele, fazer parte do CEB é como estar em casa.

mar/2012

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